Post publicado no Blog Saúde e Economia, de minha autoria (22/11/08)

Em meus estágios durante a faculdade, percebi que a informatização na saúde ainda está muito aquém do ideal. E a culpa não é somente do sistema, mas sim de todos. Os profissionais são muito resistentes quanto à mudança no sistema de “papéis” (total burocracia) para o sistema digital (dinamismo).

É visto em grandes hospitais particulares esta inovação tecnológica, onde possuem até departamento de TI. Porém nos hospitais públicos infelizmente não se vê a utilização dos meios da era digital.

Principais características do sistema de informatização de hospitais públicos:

– Não existem computadores na maioria das unidades, somente em áreas necessárias como Internação e UTI.

– Existem computadores em todas ou quase todas unidades, interligados em rede mas, sem função específica. Leia-se: comunicação entre unidades, programa de gerenciamento hospitalar.

– Dificuldade dos profissionais em assimilar a inovação tecnológica (e em alguns casos resistência, pois muitos são conservadores).

Enfim, são motivos que causam indignação pois a informatização tem muito mais em acrescentar do que prejudicar. Citarei exemplos de um hospital modelo em infomatização:

– Comunicação entre unidades hospitalares, auxiliando o telefone;

– Gerenciamento Hospitalar Total: Um mesmo programa para todas unidades, facilitando em acessar as informações do paciente. Ex.: Paciente Fulano de Tal é internado no Hospital e imediatamente é transferido para a Unidade III, enquanto isso a Unidade III recebe os dados do paciente e já coloca no cadastro o quarto no qual o paciente será internado.

– Utilização do código de barras: já existem pulseiras que o paciente usa um código de internação durante todos os dias que está internado e nas internações recorrentes.

Enfim, existem várias opções de informatização hospitalar, gerando poucas gastos, no qual simplesmente é a falta de vontade impera nos administradores da saúde pública.

Aguardo comentários e outras sugestões.

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